Guarulhos esta se lixando para o lixo que produz

Na região metropolitana, a cidade de Guarulhos, a segunda maior do estado, era a grande vilã e despejava toda a sujeira nos rios. Agora começou a construir a rede coletora. São quase 300 quilômetros de canos, para desviar o esgoto e mandar para as novas estações de tratamento, que vão ser construídas nos próximos oito anos.
As cidades crescem, mas as redes de coleta não acompanham tanto desenvolvimento. O resultado dessa equação aparece nos rios e é visível o sofrimento do Tietê.
Quilômetros depois da nascente, o rio Tietê mergulha na região mais populosa e industrializada do país. Essas águas chegam a receber por dia 1 bilhão e 600 milhões de litros de esgoto. Por causa disso na capital o rio tem classe quatro. O nível mais poluído que existe.

A forma mais eficaz para despoluir o rio é fazer com que todo esse esgoto não chegue até o leito. A dificuldade é o custo. O gasto para coletar e tratar o esgoto é seis vezes maior do que para tratar e distribuir água potável.
“Porque as redes de esgoto além de ter um diâmetro, um tamanho maior do que a rede de água possui nos seus traçados mais interferências, por exemplo, a água vai por pressão sendo distribuída, então a água pode subir, descer, fazer curvas, o esgoto não, a cada desvio da rede nós temos que colocar um posto de inspeção, um posto de visita”, conta João Roberto Rocha Moraes, superintendente do SAEE, Guarulhos.
A tarefa do consumidor é fazer a ligação à rede, o que dobra a conta de água. Seu josé Gregório já fez as contas e não se incomoda em pagar mais. O comerciante mora na periferia de Guarulhos, onde a rede de esgoto acabou de chegar. Para ele, o custo é pequeno se comparado ao benefício de ter de volta o Rio Cabuçu limpinho.

“Tem que pagar, mas é importante e vai ter o tratamento do esgoto aqui no bairro, é importante, todo mundo tem que se ligar na rede, eu não vou perder tempo”, fala José Gregório Gouveia Freitas, comerciante.
Todo o esgoto doméstico do município é despejado nos rios e córregos que desaguam no Tietê, sem tratamento algum. Mas a segunda maior economia do estado trabalha para perder a fama de poluidora. As obras de saneamento já aparecem pela cidade.
Serão 288 quilômetros de redes, além de cinco estações de tratamento nos próximos oito anos.
O custo é de R$600 milhões. A maior parte do dinheiro vem do Governo Federal e uma parcela do próprio município. Até junho do ano que vem Guarulhos já terá 40% do esgoto tratado.

Olhando para o Tietê que corta São Paulo, é difícil acreditar que a qualidade da água tenha melhorado. De fato, na capital não há muita diferença. Mas a mancha negra no leito do rio encolheu 120 km nos últimos 16 anos.
Seu Luis, Henrique e Carlos são prova de que depois que o esgoto é retirado do córrego, a natureza se encarrega do resto. Há cinco anos, o esgoto no bairro onde eles moram, na zona leste da capital, foi canalizado. Hoje, o riacho é o maior bem desses três amigos.
“Todo mundo que vem de outros lugares pra cá, acha bonito está dentro da cidade e assim um verde que a gente raramente vê por aí parece que está no interior”, diz Carlos de Souza, cabeleireiro.

O trabalho de Vinícius é levar essa e outras lições de preservação do meio ambiente ao maior número de pessoas. Educador ambiental, ele acompanha as condições do Tietê há dez anos e não tem dúvida. O esforço pra melhorar a qualidade da água do rio precisa ser contínuo.
“A natureza se regenera, a gente precisa fazer uma força pra ajudá-la. Os governantes precisam ter clareza de que não dá para parar de investir em saneamento básico, precisa ter uma continuidade nesse investimento, e que as pessoas precisam se conectar à rede, precisamos parar de jogar lixo nas ruas, o que a gente vê aqui na beira do rio é que ainda tem muito lixo e esse lixo não é da prefeitura, não é do governo, é nosso e fazer nossa parte dessa forma”, fala Vinícius Madazio, educador da Rede das Águas - SOS Mata Atlântica
Expectativas de tratamento
Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book. It has survived not only five centuries, but also the leap into electronic typesetting, remaining essentially unchanged. It was popularised in the 1960s with the release of Letraset sheets containing Lorem Ipsum passages, and more recently with desktop publishing software like Aldus PageMaker including versions of Lorem Ipsum.